sexta-feira, 26 de maio de 2017

FESTA DE INTEGRAÇÃO COM AS FAMÍLIAS - 20/05/2017


Tema: Cultura Africana 

   Com o objetivo de ampliar o repertório cultural das crianças e reconhecer a cultura africana como matriz da constituição da população brasileira, escolhemos este como tema para nossa festa de integração com as famílias, neste primeiro semestre.

Agradecemos imensamente a todos! Famílias, funcionários e convidados presentes nesta festa linda, preparada com todo carinho para promover a integração entre Creche - Famílias e proporcionar às crianças a presença de seus familiares no ambiente cotidiano delas.

Nosso muito obrigado também aos músicos Charles e Douglas, ao grupo de Capoeira Herança e ao Conrado, presidente da Escola de Samba Acadêmicos do Sul da Ilha, que de forma totalmente voluntária, aceitaram o convite de tornar nossa festa ainda mais especial.

UBUNTU

"Um antropólogo fez uma brincadeira com crianças de uma tribo africana. Ele colocou um cesto cheio de frutas junto a uma árvore e disse para as crianças que o primeiro que chegasse junto a árvore ganharia todas as frutas. Dado o sinal, todas as crianças saíram ao mesmo tempo e de mãos dadas! Então sentaram-se juntas para aproveitar da recompensa. Quando o antropólogo perguntou por que elas haviam agido dessa forma, sabendo que um entre eles poderia ter todos os frutos para si, eles responderam:
Ubuntu, como um de nós pode ser feliz se todos os outros estiverem tristes?
"Eu sou porque nós somos"


Os preparativos...






E para adoçar o café... música ao vivo com os músicos da Banda Indyce, Charles e Douglas

















 Para dar início aos trabalhos da manhã, o café continuou na sala ao lado...



APRESENTAÇÃO DO GRUPO DE CAPOEIRA "HERANÇA" 
Grupo formado por crianças, jovens e adultos, localizado no bairro Cachoeira do Bom Jesus

A capoeira é ao mesmo tempo uma luta e uma arte. Mas você sabia que durante muito tempo a capoeira foi proibida no Brasil? Quem vê crianças pequenas jogando capoeira nas escolas ou rodas de capoeira com a apresentação de grandes mestres nem pode imaginar que essa conhecida forma de expressão das raízes negras era mal-vista e considerada perigosa. 

Para jogar capoeira precisamos de um ritmo, ditado pelo atabaque, pelo berimbau e pelo agogô. Essa música é bem característica. Dois parceiros, de acordo com o toque do berimbau, executam movimentos de ataque, defesa e esquiva. Eles simulam uma luta. Para jogar capoeira é preciso habilidade e força, além de integração e respeito entre os parceiros. 

O gingado é a base da capoeira. É um movimento ritmado que mantém o corpo relaxado e o centro de gravidade em constante deslocamento. A partir do gingado surgem os outros movimentos de ataque ou contra-ataque. Os jogadores nunca estão parados e isso torna a capoeira muito bonita de se ver.

História da capoeira 

A origem da capoeira data da época da escravidão no Brasil. Muitos negros foram trazidos da África para o Brasil para trabalhar nos engenhos de cana-de-açúcar, nas fazendas de café, nas roças ou nas casas dos senhores. A capoeira era uma forma de luta e de resistência. 

Porém, para não despertarem suspeitas, os escravos adaptaram os movimentos da luta aos cantos da África, fazendo tudo parecer uma dança. A capoeira foi ficando do jeitinho que ela é hoje, gingada.


















 OFICINA: CONFECÇÃO DE BONECA ABAYOMI

Bonecas Abayomi: símbolo de resistência, tradição e poder feminino

Para acalentar seus filhos durante as terríveis viagens a bordo dos tumbeiros – navio de pequeno porte que realizava o transporte de escravos entre África e Brasil – as mães africanas rasgavam retalhos de suas saias e a partir deles criavam pequenas bonecas, feitas de tranças ou nós, que serviam como amuleto de proteção. As bonecas, símbolo de resistência, ficaram conhecidas como Abayomi, termo que significa ‘Encontro precioso’, em Iorubá, uma das maiores etnias do continente africano cuja população habita parte da Nigéria, Benin, Togo e Costa do Marfim. Sem costura alguma (apenas nós ou tranças), as bonecas não possuem demarcação de olho, nariz nem boca, isso para favorecer o reconhecimento das múltiplas etnias africanas.


















 O Brechó aconteceu durante toda a festa, com a contribuição das famílias doando roupas e acessórios para a arrecadação de fundos para o desenvolvimento de atividades com as crianças.




 OFICINA: BRINCADEIRAS AFRICANAS 

No passado e no presente, as manifestações culturais representam uma forma de resistência. Para os escravizados, preservar a língua, as músicas, as histórias, as brincadeiras e a religião trazidas da África significava não aceitar passivamente sua condição. Hoje, os movimentos negros utilizam a cultura também como uma demarcação de sua identidade e, por consequência, de sua luta. Apesar disso, muitas de suas manifestações não são conhecidas da maior parte da população.








 OFICINA DE MÁSCARAS











OFICINA: CULINÁRIA AFRICANA COM A NUTRICIONISTA DA REDE, CAROLINA




NO TELÃO: MÚSICAS E DANÇAS AFRICANAS PARA APRENDER A COREOGRAFIA!

A dança acentua a unidade entre seus membros, por isso é quase sempre uma atividade em grupo. Em sua maioria, todos os homens, mulheres e crianças participam da dança, batem palmas ou formam círculos.Todos os acontecimentos da vida africana são comemorados com dança, nascimento, morte, plantio ou colheita; ela é a parte mais importante das festas realizadas para agradecer aos deuses uma colheita farta. As danças africanas variam muito de região para região, mas a maioria delas tem certas características em comum. Os participantes geralmente dançam em filas ou em círculos, raramente dançam a sós ou em par. As danças chegam a apresentar algumas vezes até seis ritmos ao mesmo tempo e seus dançarinos podem usar máscaras ou enfeitar o corpo com tinta para tornar seus movimentos mais expressivos. As danças em Marrocos usam normalmente uma repetição e um constante crescimento da música e de movimentos, criando um efeito hipnótico no dançarino e no espectador. Entre elas destacam-se a Ahouach, Guedra, Gnawa e Schikatt.



PINTURA FACIAL

Pinturas faciais com diferentes padrões e símbolos têm sido parte da tradição de muitas culturas, incluindo nações africanas. A pintura facial, que geralmente é complementada com pintura corporal, é feita de acordo com os rituais tribais e atividades culturais de tribos africanas específicas. Esta tradição também tem diferentes propósitos e significados para cada tribo, como a caça, eventos específicos, rituais e status tribais.








NO DECORRER DA MANHÃ TIVEMOS MUITAS POSES PARA FOTOS...
























































 E para finalizar, a Escola de Samba "ACADÊMICOS DO SUL DA ILHA" trouxe Mestre-sala e porta bandeira para apresentar seu trabalho a nossa comunidade.

Mestre-sala e porta-bandeira são um casal de dançarinos que exercem a função de conduzir e apresentar a bandeira de uma escola de samba durante o seu desfile no carnaval.







Agradecemos a presença de todos!!! Foi uma festa maravilhosa!


terça-feira, 9 de maio de 2017

INTERAÇÃO DAS SENSAÇÕES

A proposta foi promover atividades que estimulassem os sentidos das crianças, contemplando quatro grupos no período matutino (G2A, G3, G4, G6) e quatro no vespertino (G2B, G3/4, G5 e G5/6). Ao sair da sala as crianças já encontravam uma espécie de teia feita de cordas, com diversos sachês pendurados. Dentro de cada um deles havia um tempero, uma erva, um cheirinho diferente.






                     Saindo do corredor e chegando ao refeitório, as crianças encontravam mesas encostadas na parede, com diversos recipientes com conteúdos diferentes: alpiste, sagu cru, sagu cozido, gelatina, mingau, bolinhas de gel, fichas de plástico e gelo. Aqui o sentido utilizado foi o tato, colocando as mãozinhas em cada recipiente e manifestando as sensações: “ai, gruda tudo; que gelado!; que gostoso”. Quando perguntados sobre qual gostaram mais, a grande maioria respondeu “as bolinhas de gel”. 




Ao lado dessas mesas, bem no centro do refeitório, foi organizada uma fila utilizando bancos, que ajudavam as crianças a esperar sua vez para a próxima experiência, que consistia em pisar nas diferentes texturas, que estavam dispostas dentro de caixas enfileiradas: fibras de enchimento, serragem, folhas secas, milho, areia e ao final água morna, que já limpava os pezinhos.








  


Teve quem não resistiu e acabou colocando as mãos também. Quando questionadas sobre qual mais gostaram, a maioria respondeu que foi o algodão (fibra de enchimento), “porque é macio”.








Os pequenos do G2 mostraram-se receosos assim que chegaram ao espaço das oficinas, mas aos poucos foram participando, com a ajuda das professoras ou das crianças maiores.





E quando questionadas sobre a atividade, percebemos o quanto é gratificante proporcionar momentos como este: "Gostei de tudo, tudo tudo! Achei muito legal!"